Faço isso de forma interamente artezanal, usando solventes e resinas naturais.
Como muitos colegas tenho grande curiosidade e interesse nos inumeros tipos de vernizes que podem ser usados e seus misterios. O verniz é sem dúvida uma componente de vital importância, seja pela questão estética como também pela própria acústica do instrumento.
Existe uma estranha competição entre vernizes a óleo e a alcohol. Eu gosto de ambos, mas apesar dos vernizes a óleo serem mais fáceis de aplicar, costumam demorar muito para secar. Tenho feito muitas experiências e continuo pesquisando para encontrar uma solução ao mesmo tempo mecanicamente funcional e que me dê um resultado estético adequado.
Atualmente, estou adotando um sitema misto. Recentemente cheguei a conclusão de que usar de duas a quatro demãos de verniz a óleo como base e o restante como verniz a alcohool me dá a melhor relação entre qualidade estética e praticidade. Fiquei surpreso quando recentemente descobri que alguns especialistas acreditam ser essa a mesma técnica usada pelo Maestros cremoneses clássicos.
Até agora (agosto de 2011) usei essa técnica em cinco instrumentos - três dos meus mais dois restauros extensos, que envolviam a confecção de um novo tampo ou até mesmo de completa recuperação - e fiquei bastante satisfeito con os resultados.
Etapas de envernizamento. Em breve.