Esse modelo é um hibrido entre as formas francesas, mais gamba, e as líneas classicas cremonenses. Extremamente fácil de ser tocado, porém com timbre profundo e nobre.
Aa pontas são pequenas e ligeiramente estilizadas, o que confere ao Épheso um visual realmente peculiar. Comecei a trabalhar nesse modelo em 2005, e venho desenvolvendo o desenho desde os primeiros esboços. É trabalhando na concepção desse modelo que cheguei à formulação de meu método geométrico, e portanto tem um valor muito especial para mim.
O fundo do Épheso pode ser concebido de várias formas, tendo a exotica "piega" florentina, como o Ravenna por exemplo, ou um caimento mais francês, com uma suave curva começando pelos bicos superiores até o encaixe do braço. É um modelo que aceita bem um fundo chato, ou melhor ainda o fundo híbrido, o qual acaba valorizando o andamento das quintas de curvaturas.
O braço é posicionado de forma a conferir a máxima ergonomia justamente nas posições que mais afetam o desenvolvimento de uma sólida técnica avançada.
A projeção ao encaixe está na medida exata, sem sobras, o suficente para garantir um fácil accesso ao capotasto sem fadiga. O ângulo ao cavalete é bastante generoso ao ponto de conferir um accesso às cordas extremamente cómodo mesmo para usuários de arco alemão, mas não ao ponto de deixar o timbre aggressivo. Aliás, o timbre se apresenta cheio e poderoso em todos os registros.
Além disso, o raio de curvatura do cavalete e do espelho são apropriados ao uso orquestral, conferindo boa articulação e separação mesmo nos "sforzando" mais aggressivos.