Esse modelo, largamente inspirado na tradição bresciana, é meu menino dos olhos. É um modelo totalmente italiano, tanto na concepção como na sonoridade.
Apesar de ter muitas semelhanças com o Sófia, os bojos superior e inferior tem uma proporção diferente, realmente mais próxima aos baixos construÃdos segundo os modelos de Maggini. O accesso à s posições agúdas é adequado ao solista moderno, sem abrir mão da necessária área vibrante. Isso faz com que, apesar de ser um instrumento agil, tem muita profundidade de som, com graves generosos e grande respiração.
O fundo desse modelo esbanja uma "piega" tipicamente florentina, ao estilo dos baixos de Vangelisti. Isso, além de um visual exotico, garante grande comodidade na quarta posição.
Dessa forma as faixas mantém sua altura total ou quase total até a dobra, proporcionando um grande volume interno de ar e grande comodidade.
Entre nós; nesse ponto o fundo é bastante fino, o que dá uma ressonância bastante acentuada nos médio-graves...
Como em todos meus instrumentos, o verniz é totalmente artesanal. A base é uma formulação composta por óleo de linhaça em terebentina, ceras e resinas, que impregna a madeira e além de sublinhar os veios, polimeriza deixando a madeira mais resistente e sonora. Costumo dar de duas a quatro demãos dessa base.
As outras demãos (muitas!) de cor são compostas por verniz a álcool, igualmente artesanal e feita segundo minha própria receita. Nela uso resinas e óleos essenciais tradicionais, como seedlac, sandarac, benzoin, lavanda e trementina veneta, entre outros.
Nesse instrumento usei cravelhas feitas sob medida pelo Michael Abarientos. São lindas! Visual clássico mas construção moderna, seguram a entonação como nenhuma outra e são uma delÃcia de manusear... perfeitas!