Esse baixo nasceu do casamento entre dois modelos muito funcionais e práticos: o Gamba e o Violão. Representa a filosofía de puro desapego das formas convencionais em busca do melhor resultados acústico e operacional.

O bojo superior, de proporções generosas, facilita muito o contato com o instrumento, proporcionando um acesso fácil às últimas posições e uma postura estável. A ausência dos bicos inferiores, e seus respectivos blocos, proporciona ao tampo e ao fundo um maior aproveitamento do espaço e maior leveza, aumentando a área total e o desempenho da membrana acústica.
Outro particular deste modelo são os bicos do bojo superior, que facilitam bastante na hora de segurar e transportar o instrumento.

A voluta, com secção conica, já é reconhecida por alguns como minha "assinatura" e esculpo ela dessa forma em quase todos os meus instrumentos.
Não é sempre totalmente conica, às vezes apenas a volta intermediária. Faço ela assim pois para mim estou apenas continuando o movimento natural da sguscia do dorso da voluta, que meu olho insiste em querer continuar após sua revolução. Com frequência prefiro continuar esse movimento até o centro da espiral.
Essa característica é bastante influenciada pela escola bresciana, sobretudo pelas volutas de Maggini, aprendiz de Gasparo da Saló e único exponente da escola bresciana desde a morte do Gasparo até sua própria morte, aos 50 anos de idade (Maggini morreu tragicamente entre 1630 e 1631, provavalmente vítima da peste negra).

O braço é desmontável e regulável; tudo feito atráves de um único parafuso, sem precisar de chaves de nenhum tipo. É possível interagir com a regulagem do braço até mesmo durante as apresentações, caso isso se torne necessário.
A testa do parafuso é removível, caso seja preferível um visual embutido.